A feira mostrou-se uma opção válida de entretenimento para aficionados por videogames
A feira mostrou-se uma opção válida de entretenimento para aficionados por videogames
Exponencialmente maior que em 2010, ocupando três andares do Centro de Convenções Sulamérica, no bairro do Estácio, zona norte do Rio de Janeiro, a Brasil Game Show, de um lado, tornou-se mais séria, com uma rodada de conferências para executivos, desenvolvedores e jornalistas.
Do outro, trouxe games como “Street Fighter X Tekken”, “Forza Motorsport 4”, “Batman: Arkham City”, “Uncharted 3: Drake’s Deception”, entre outros títulos recém-lançados, a feira mostrou-se uma opção válida de entretenimento para aficionados por videogames e, sem exagero, um honesto gostinho do que é a E3.
Alguns elementos tradicionais da BGS, como o museu de games foram levemente deixados de lado, com os consoles vintage expostos em um canto no terceiro piso do Centro de Convenções. Outro elemento que falhou em viver às expectativas foi a sala dos arcades, que trazia, pelo menos no primeiro dia de feira, apenas cinco máquinas, espalhadas em duas salas espaçosas, o que tornou a ambientação mais deprimente do que uma celebração dos dias de glória dos fliperamas.
bgs
Produtor de ‘Street Fighter X Tekken’ contou detalhes sobre a franquia
O grande convidado de 2010 foi o produtor Hector Sanchez, de “Mortal Kombat” (que, sem alarde, também rodou a feira, incógnito), e em 2011, a BGS foi até o Japão buscar Yoshinori Ono, produtor de “Street Fighter X Tekken”, que em uma apresentação falando da história da franquia, reclamou do excesso de velhos em Copacabana e pediu dicas, via Twitter, de onde estariam as gatinhas de biquini.
Ono também demonstrou alguns modos de jogo, como o Scramble Mode, que bota até quatro jogadores lutando ao mesmo tempo na tela. Ficou claro o foco do game em partidas tag, seguindo a lógica de Tekken: se um personagem morre, o jogador perde o round. O game estava presente no estande da Sony, com joysticks de arcades, o que transformou todo o entorno das TVs em uma espécie de fliperama dos anos 90, com duas das maiores franquias da década trocando pontapés. Ono também ficou no estande da Sony autografando posters e tirando fotos com visitantes dispostos a encarar as filas.
Uma das apostas do BGS era o torneio Game Jam, na qual desenvolvedores competiam para criar um game em 40 horas, em tempo real, uma espécie de reality show de nerds. A ideia é boa, mas foi completamente engolida por outras atrações da feira e não foi exibida, nem divulgada com muito afinco pela organização e acabou se perdendo no limbo.
Outra presença incômoda no evento foi da escola de computação e desenvolvimento voltada para games Seven. A iniciativa de uma escola desse porte no país é admirável, mas funcionários da empresa embarreiravam a saída do evento e se espalhavam até para as ruas do Estácio, pressionando os visitantes a preencher cadastros e concorrer a matrículas. Existe entusiasmo e existe bullying coorporativo, e a Seven conseguiu cruzar essa fronteira algumas vezes durante a BGS.
Com games top disponíveis em forma jogável, alguns ainda nem lançados, disponíveis no salão principal e as conferências mais sisudas trancafiadas em salas para executivos, jornalistas e desenvolvedores, a Brasil Game Show conseguiu criar um evento plural como o tal do Brasil dos games.
A feira avançou mais um passo no tortuoso caminho do país nesse segmento, mas fez isso sem impor aos jogadores uma mensagem panfletária goela abaixo. Se você é ativista gamer ou um Fifeiro casual, a Brasil Game Show trouxe alguma coisa para você. E, paulistas, fiquem espertos: em 2012, a BGS, maior que nunca, desembarca na terra da garoa.
Plataforma: _Xbox 360_ | _PS3_ | _PC_ Categoria: _especiais_